História da Medicina – Destaque em Novembro 2018

Conjunto de nove painéis representando

A Medicina Através dos Tempos

 

José Veloso Salgado (1864-1945)

Lisboa, 1905

Óleo e carvão sobre tela

                  

 

O Pintor

Nascido em 1864 na província de Ourense na Galiza, José Veloso Salgado vem aos dez anos de idade viver para Lisboa, para casa de um tio litógrafo, o que lhe proporcionou o contacto com as artes gráficas e terá incutido o gosto pela arte, levando-o posteriormente, frequentar a Academia Real de Belas Artes de Lisboa. Trabalhando durante o dia com o tio, Veloso Salgado estudou inicialmente à noite no curso destinado a operários, tendo sido “aprovado com distinção” na aula de rudimentos de desenho, o que lhe permitiu aceder posteriormente ao curso diurno, passando a ser aluno de Simões de Almeida (tio) em desenho  e de José Ferreira Chaves em pintura de História, tendo terminando a formação em 1887 com a média final de 17 valores.

 

Os bons resultados obtidos permitiram-lhe candidatar-se a uma bolsa de estudo para estudar em Paris, para onde parte em 1888 (já naturalizado português) como bolseiro do Estado, tendo ingressado na École des Beaux Arts como aluno de Alexandre Cabanel, Benjamin-Constant, tendo estudado também com Fernand Cormon, Jules-Elie Delaunay e Jean–Paul Laurens, todos pintores de destaque no meio artístico parisiense da época. Esta aprendizagem consolidou o caminho para a pintura de história, mitológica e bíblica assim como, para os trabalhos em grandes dimensões para decoração de espaços públicos, não sem antes ter praticado o retrato e posteriormente na Bretanha, se ter dedicado à pintura pitoresca e de costumes de carácter naturalista, num “ciclo bretão” a partir de 1889, sob a influência do pintor seu amigo Jules Breton. A partir de 1890 expõe no Salon de Paris por várias vezes, ganhando diversos prémios (Amor e Psyché), participando ainda nas exposições universais de Antuérpia, Paris e Berlim.

Em 1891 viaja para Itália (como previsto no programa da bolsa) onde permanece cerca de um ano visitando Roma, Florença e Nápoles executando pintura de paisagem ao ar livre, mas também reproduzindo os primitivos.

 

Regressado a Lisboa em 1895, torna-se então, professor interino (efectivo em 1897) da Escola de Belas Artes, (lecionando a disciplina de pintura de História) onde trabalhou até 1941, ultrapassando assim a idade de aposentação (1937). Pintou até 1940 tendo morrido em Lisboa na sua casa da rua da Quintinha, em 1945.

Pintor da segunda geração naturalista e reflectindo a sua aprendizagem parisiense na École des Beaux Arts, o seu trabalho irá centrar-se na representação de costumes tanto populares como urbanos, retratos intimistas e pintura histórica, por vezes paisagista, executando também pintura de grandes dimensões para espaços públicos, numa obra de cariz eclético, que conjugou estilos diferenciados.

 

Naturalismo

Nascida em Barbizon, em França na década de 1830, a pintura naturalista surge quando os pintores trocam os seus ateliers pelo ar livre, deslocando-se para o exterior, representando paisagens campestres com realismo, onde por vezes personagens populares são também retratadas. O gosto pelas paisagens da natureza, quer ela fosse campestre ou marítima, intocada pela (r)evolução industrial, a representação de figuras reais na sua labuta diária nesse cenário, tornam-se no tema predilecto desta corrente artística, que também se difundiu e popularizou em Portugal pela mão dos vários artistas portugueses que estagiaram em França a partir de 1870.

 

Em simultâneo, o Naturalismo é acompanhado pela Pintura de História que se debruça sobre temas da história clássica, da mitologia, da Bíblia, na qual há subjacente uma lição moralizadora e uma idealização dos heróis cujas virtudes são exaltadas.

Este género pictórico (naturalismo) predominante em Portugal no último terço do século XIX, persistiu pelo século XX dentro, consequência de um país rural agarrado às suas raízes tradicionais e populares, que se revia e projectava neste tipo de pintura.

É com Silva Porto e Marques de Oliveira (também eles bolseiros em Paris e Roma) que esta corrente é introduzida no País tendo sido “difundida” pelo Grupo do Leão, na sua fase inicial, tendo Veloso Salgado integrado este movimento num segundo período.

 

Decoração de espaços públicos

Numa época de construção e de transformação das cidades e instituições, Veloso Salgado irá também dedicar-se, aliás como os seus mestres, à pintura decorativa em espaços públicos, reflexo da formação adquirida em Paris junto de Benjamin – Costant e de Jules -Élie Delaunay, pintores que executaram diversos trabalhos para obras públicas em Paris, como por exemplo para: a Ópera Garnier, Palais Royal, Câmara Municipal de Paris, Sorbonne…

Entre os seus trabalhos de grande dimensão para obras públicas, destacam-se:

Tribunal do Comércio da Bolsa do Porto (1898 – 1904), Escola Médica de Lisboa (1905/6) – A História da Medicina, Câmara Municipal de Lisboa (1913) – Sufrágio, Teatro Politeama (1913), Cortes de São Bento (1919 – 1923) – As Cortes Constituintes de 1821 (1919 – 1923) fazem parte do conjunto de trabalhos de pintura de História que executou.

 

Em 1898 concorre ao concurso aberto para a decoração do Tribunal do Comércio da Bolsa do Porto, que ganhou, tendo-se dedicado à execução da mesma até ao ano de 1904. Aqui recorre à pintura de carácter histórico como são exemplo os painéis que decoram a Sala do Tribunal da Bolsa, Rei D. Dinis Administrando Justiça ou a Sessão do Tribunal da Bolsa na época da sua fundação ou ainda as Ordenações Afonsinas e as Ordenações Manuelinas.

Decora o Museu de Artilharia (1905) com dois trabalhos de cariz historicista: A Apoteose dos Heróis da Liberdade (que retrata a vitória de D. Pedro IV na guerra civil) e A Aclamação de D. João IV.

 

Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa

Instalada no Real Hospital de Todos os Santos desde 1492, a escola de estudos médicos de Lisboa, viu-se transferida para o colégio de Santo Antão o Novo onde foi instalado em 1769 o Real Hospital de São José na sequência do terramoto de 1755. Em 1825, são criadas as Régias Escolas de Cirurgia de Lisboa e Porto que em 1838 foram remodeladas passando a designar-se por Escolas Médico – Cirúrgicas, o que colocou pela primeira vez em pé de igualdade, médicos e cirurgiões (estes últimos até então, tinham sempre sido considerados de categoria inferior). Esta escola funcionou na cerca do convento de São José, mas o elevado estado de degradação das instalações, levou a que em 1890 fosse lançada a primeira pedra da construção de uma nova escola médica ao Campo de Santana, no local onde anteriormente, existira uma praça de touros.  No entanto, efectivamente, a sua construção só iria ter lugar a partir de 1899 tendo as obras sido feitas a um ritmo lento, por isso, inaugurada apenas simbolicamente por ocasião do XV Congresso Internacional de Medicina em 1906, tendo as aulas começado a funcionar no edifício somente em 1911.

 

A sua construção previu a decoração (de carácter evocativo e didático tanto de interior como de exterior) com recurso a diversos artistas portugueses:

Moreira Rato, Teixeira Lopes, Costa Mota, Jorge Colaço, João Vaz e Veloso Salgado.

É em 1905 que Veloso Salgado recebe a nova encomenda oficial: a decoração da Sala dos Actos da Escola Médica.

O pintor escolheu para esta empreitada, a designação A Medicina Através dos Séculos, pintura alegórica que representa a evolução da medicina ao longo do tempo em diversas partes do mundo, evocando muitas das principais figuras ligadas a esta ciência, desde a Antiguidade Clássica até ao período da execução da pintura. A escolha desta temática não foi consensual, tendo sido alvo de críticas por parte do Conselho da Escola Médica (em particular pelo médico Ricardo Jorge) que pretendia pôr em maior evidência a medicina portuguesa e as contribuições de destaque desta para a sua evolução, em vez de fazer sobressair os feitos da medicina internacional em detrimento da nacional como sugeriu Veloso Salgado.

Não; o que a Escola firmemente deseja ver emoldurado nos frisos da sua sala nobre, são as cenas gloriosas da medicina nacional; é a reminiscência das figuras médicas que ilustraram na sua pátria e no mundo o nome português; é a história ilustrada da contribuição feita por portugueses aos progressos da ciência… no entanto, foi a escolha do pintor que prevaleceu. O seu projecto previa a inclusão das pinturas nas estruturas arquitetónicas da sala, que compreendiam pilastras e remates das sobreportas, numa obra perfeitamente integrada, inspirada no neoclassicismo de Paul de Laroche para o hemiciclo da École de Beaux-Arts de Paris executado em 1836.

Possui a FMA no seu acervo o conjunto de estudos preparatórios, realizados em 1905 a óleo e carvão sobre tela, destinados a esta empreitada decorativa e que como é possível ver em fotografias da época, acompanharam o pintor durante a sua execução.

Aceda a estas imagens aqui:

http://arquivomunicipal2.cm-lisboa.pt/Sala/online/ui/SearchBasic.aspx

 

Descrição das pinturas:

 

Medicina Greco-Romana

Esculápio – A Medicina Religiosa

O templo de Esculápio – enquadrado por um cenário de arquitecturas clássica representação do deus da medicina na mitologia greco-romana. Asclépio ou Esculápio deus da medicina no mundo greco-romano, tradicionalmente figurado com um manto que lhe deixa o peito à mostra e um bastão com uma serpente enrolada, um galo e uma taça, símbolos do poder, prudência, vigilância e terapêutica.

O seu culto desenvolveu-se na crença de que este curava os doentes através dos sonhos (?) o que levou muitas pessoas a dormirem frequentemente no seu templo. Aqui surge a curar a cegueira de Pluto deus da riqueza e a ser reconhecido pelos doentes que tratou e que lhe oferecem um vaso de frutos.

 

Pitágoras – O Início da Ciência

Pitágoras (c.570aC.-c.495aC.) – filósofo e matemático fundador do sistema filosófico pitagórico, representado a discursar por entre os discípulos.

 

 

 

 

 

 

Hipócrates – A Medicina Científica

 Hipócrates (460aC.-360aC.)– geómetra fundador da medicina como ciência na Grécia antiga, natural da ilha de Cós, surge rodeado pelos seus seguidores (por exemplo Platão Aristóteles, Teofrasto…), segurando um dos seus escritos sobre medicina.  A si é atribuído o Código Hipocrático, um código de conduta deontológica e de princípios que os médicos deverão seguir, não se sabendo, no entanto se, na realidade Hipócrates terá sido o seu autor.

 

Galeno – A Medicina da Idade Média

 Galeno de Pérgamo (c.129-c.217) – médico romano de origem grega, estudou anatomia, fisiologia, patologia. Os seus ensinamentos e descobertas perduraram ao longo de séculos, tendo baseado os seus estudos na dissecação anatómica de animais, cujos resultados transpôs para o corpo humano, conseguiu distinguir as veias das artérias, os nervos sensoriais dos motores, o cérebro como controle dos músculos.

 

Medicina Árabe

A Medicina Árabe (2 painéis)

Painéis da medicina árabe entre os séculos IX e XIV – representação dos médicos Abhulcasis, Avenzoar, Maimonides e Averrois.

Ibn Zhur ou Avenzoar foi um pensador e médico árabe nascido em Sevilha em 1090, que advogava um ensino prático da medicina que teve grande influência na Europa medieval, tendo o seu livro “Manual Prático de Tratamentos e Dieta” sido traduzido para latim e hebreu.

 Avicena (c.980-1037)  – escreve o mais importante tratado de medicina “Cânone da Medicina” que aborda a anatomia, fisiologia, patologia, profilaxia e receitas de medicamentos, redução de fracturas, correcção de deformações na coluna por tracção e pressão tendo sido usado durante séculos nas escolas médicas.

Moses Maimonedes foi um médico, jurista e filósofo de origem judia, nascido em Córdova em 1135, após a invasão Almoada emigra para Fez e mais tarde para o Egipto onde se estabelece como médico, tendo trabalhado para o sultão Saladino. Dedicou-se particularmente à reflexão, escrita e compilação das leis judaicas e do judaísmo, tendo também deixado alguns escritos sobre medicina.

 Averrois (1126-1198)– filósofo muçulmano que faz a síntese do pensamento filosófico grego com o árabe, escrevendo uma análise sobre o pensamento de Platão e de Aristóteles. Na sua formação contava-se também o estudo da medicina, tendo-se tornado médico do califa de Córdova, cidade onde nasceu em 1126.

 

Medicina na Europa

Harvey – A Medicina do Renascimento

Nascido em Bruxelas, Andreas Vesálio publicou “A Fábrica” (ou os sete livros da estrutura do corpo humano) a descrição anatómica mais detalhada até então feita, baseado na sua experiência de dissecação de animais e de pessoas, o que lhe permitiu ter uma visão próxima da realidade da anatomia humana, pondo em causa a teoria de Galeno.

Bartolomeu Eustáquio – contemporâneo de Vesalius, Eustaquio também realizou estudos anatómicos, incluindo dissecações e estudos sobre o ouvido que resultaram na descoberta do canal que liga o ouvido médio à faringe e baptizado com o seu nome.

Andrea Cesalpino – botanista (criou um sistema de classificação de plantas) e médico (que serviu o Papa Clemente VIII) Cesalpino desenvolveu estudos na área da anatomia tendo descoberto que a circulação sanguínea se processa em circuito.

Gabriel Falópio – contemporâneo de Vasalio realizou estudos de anatomia que levaram à descoberta do canal que liga os ovários ao útero (trompa de Falópio), assim como vários nervos da cabeça e elementos do ouvido.

Jerónimo Acquapendente – aluno de Falópio, sucedeu-lhe no ensino de anatomia e cirurgia tendo também desenvolvido estudos na área da patologia e embriologia.

 William Harvey (1578-1657) – o britânico foi aluno de Acquapendente tendo sistematizado e desenvolvido o conhecimento anterior feito pelo seu mestre, comprovando a teoria da circulação sanguínea, bombado por um único sistema de veias e artérias (anteriormente acreditava-se que existiam dois sistemas).

 

Pasteur –  A Medicina dos sécs. XVIII e XIX

René Laennec inventa o estetoscópio

Louis Pasteur (1822-1895) – microbiologista, bacteriologista e imunologista descobre a importância da assepsia inventando a pasteurização e as vacinas (raiva)

Robert Koch – isola os agentes bacterianos da tuberculose e da cólera.

Pierre – Émile Roux – isolou o bacilo da difteria

 

 

Garcia da Horta – Os Portugueses

Num mesmo painel Veloso Salgado traçou a evolução da medicina em Portugal, criando três subgrupos: médicos da Renascença, renovadores do ensino médico e médicos do século XIX.

 Na Renascença encontramos Garcia da Horta (1501 – 1568) estudou medicina em Salamanca tendo exercido em Lisboa e mais tarde na India, para onde vai, fugindo da Inquisição em 1534, criando um horto onde estuda as plantas e que dará origem à obra Colóquios dos simples e Drogas e Cousas Medicinais da India editado pela 1ª vez em 1563.

Da mesma geração, encontramos ainda o médico Ambrósio Nunes, que se especializou no tratamento e profilaxia da peste tendo mesmo publicado um livro sobre o tema, no qual atribuía a sua origem a factores sobrenaturais.

Amato Lusitano (1511 – 1568) médico português de origem judaica viveu uma grande parte da vida fora de Portugal devido à Inquisição. Passou por Antuérpia, Ferrara, Roma, Ancona, Croácia e Grécia.

Escreveu as “centúrias” um conjunto de obras onde em que cada uma descreve cem casos por si tratados. Estudou ainda as plantas ibéricas e a sua aplicação medicinal.

Também de origem judaica, era Zacuto Lusitano (1575 – 1642) nascido em Lisboa em 1575, cidade onde dava pelo nome de Manuel Alvares de Távora de forma a dissimular a sua origem judia. Estudou medicina em Coimbra onde exerceu assim como em Lisboa, tendo posteriormente emigrado para Amesterdão para evitar a Inquisição. Escreveu e comentou sobre as observações dos médicos da antiguidade, tendo sido um médico de sucesso nesta cidade holandesa.

Anatomista, cirurgião e reformador do ensino da cirurgia em Portugal no século XVIII, considerava que não podia haver cirurgia sem conhecimentos sólidos de anatomia, que devia ser praticada em cadáveres humanos. Manoel Alves Constâncio, foi também médico da casa real e da rainha D. Maria I, num tempo em que os cirurgiões eram desdenhados e considerados ao mesmo nível dos barbeiros, havendo um desdém por parte dos físicos (médicos) formados em Coimbra. A sua formação foi feita no hospital de Real de Todos os Santos, criando após a expulsão dos Jesuítas, no futuro hospital de São José, um curso de cirurgia.

Aluno de Manuel Alves Constâncio, António de Almeida estudou em Londres ao abrigo de um programa para bolseiros criado por Manoel Alves e renovou a técnica cirúrgica em Portugal, tendo sido ainda professor de cirurgia e obstetrícia, publicou o Tratado da Medicina Operatória. É considerado o maior cirurgião português da 1ª metade do seculo XIX.

Ribeiro Sanches (1699-1783) também ele de origem judia, formou-se na universidade de Salamanca e posteriormente estudou em França na Universidade de Montpellier tendo depois, viajado para a Holanda onde se fixou tendo estudado em Leiden.

Foi médico da corte russa durante 17 anos, tendo regressado a Paris onde permaneceu até ao fim da vida, nunca deixando, no entanto, de estar em contacto com Portugal, através da correspondência trocada com o Marquês de Pombal.

Sousa Martins (1843 – 1897) Médico e professor de medicina, dedicou uma parte da vida ao combate da tuberculose.

Luiz da Câmara Pestana – (1863 – 1899) médico que se especializou na investigação e tratamento das doenças infecto – contagiosas. Criou o Real Instituto Bacteriológico para a administração da vacina antirrábica.

 

Proveniência

Este conjunto de estudos foi oferecido por Veloso Salgado ao pai de António Medeiros e Almeida, João Silvestre de Almeida médico e amigo do pintor. Foram colocados no seu consultório, tendo posteriormente transitado para a posse de seu filho Gustavo também médico, tendo permanecido no seu consultório situado na Av. da Liberdade 12. Após a morte do irmão em 1955, António Medeiros e Almeida herda estas obras.

 

Cristina Carvalho

Casa-Museu Medeiros e Almeida

 

 

Bibliografia

ACCIAIUOLLI, Margarida – 1977 Faculdade de Ciências Médicas uma História do seu passado e da construção do seu futuro, Lisboa: Nova Medical School Faculdade de Ciências Médicas, 2017

BOTELHO, Luiz da Silveira – A Escola Médica do Campo de Santana. in Acta Médica Portuguesa, 1995, pp. 259 – 264

CARDEIRA, Ana Mafalda – Caracterização material e técnica das “Académias de Nu” de José Veloso Salgado, pertencentes à colecção da FBAUL, Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas Artes, Lisboa, 2014

DENOËL, Charlotte – « L’art pompier, un art officiel », Histoire par l’image [en ligne], consulté le 19 septembre 2018. URL : http://www.histoire-image.org/fr/etudes/art-pompier-art-officiel

DORIA, José Luís e SILVA, Hugo Gomes da – Viagem pela Medicina com as pinturas de Veloso Salgado. Lisboa, Fundação Glaxo Wellcome das Ciências da Saúde / Universidade Nova de Lisboa, 1999

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TAVARES, Cristina Azevedo – Um dos Mestres do Naturalismo e a Sociedade Nacional de Belas-Artes in Veloso Salgado: 1864 – 1945, Lisboa, IPM, 1999

 

Webgrafia

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Artista

José Veloso Salgado (1894-1945)

Ano

1905

País

Lisboa, Portugal

Materiais

Óleo e carvão sobre tela

Dimensões

Várias

Categoria
Destaque