Púlpito Indo-português, Destaque Fevereiro de 2014

Púlpito Indo-português, Destaque Fevereiro de 2014

Goa, a ‘Roma do Oriente’
Com a conquista da cidade indiana de Goa, em 1510, Portugal lançou as bases para o que se tornaria o prolífero tráfego de especiarias entre o rio Mandovi e o rio Tejo. A elevação a capital do Estado da Índia em 1530, a residência do Vice-Rei, bem como a sede da Igreja no Oriente, vieram reforçar a importância de Goa ao longo dos séculos XVI e XVII.

 

Desde a chegada dos portugueses que o afã construtivo e de embelezamento da cidade se fez sentir tanto a nível civil como religioso; a necessidade de conversão dos gentios ditou, a partir de 1542, a chegada das ordens religiosas missionárias, intensificando o processo de crescimento da cidade e o seu desenvolvimento artístico.

 

As instalação dos Franciscanos e da Companhia de Jesus (com a vinda do próprio São Francisco de Xavier) e a criação do Padroado Português do Oriente – instituição que conferia à coroa lusa o poder de mandar construir igrejas e nomear padres e bispos -, encheram Goa de ricas e apetrechadas igrejas como a Sé Catedral e a Basílica do Bom Jesus, de conventos como o de São Francisco, o de Santa Mónica e o de São Caetano e de palácios como o do Vice-Rei, Os viajantes de passagem, maravilhados, apodaram a cidade como a ‘Roma do Oriente’ ou a ‘Goa Dourada’.

 

O Poder da Palavra

As disposições emanadas pela reforma tridentina que enfatizaram a prédica e o papel dos oradores nas cerimónias religiosas contribuíram para uma nova valorização do papel do púlpito. O púlpito passa a elemento essencial para a proclamação da Palavra; de lá se apelava à fé dos devotos e se estimulava a devoção, aliando a vertente cénica que constituía a imponente peça de mobiliário litúrgico ao poder visual e auditivo criado pelo espetáculo do pregador, que, do alto, e em alto e bom som, pregava, a partir de então, não em latim mas na língua local, garantindo um novo envolvimento dos fiéis na liturgia.

 

As orientações pós-tridentinas, aliadas no Oriente à preocupação da conversão dos gentios e à criação de novas comunidades cristãs, vão ser servidas pela nova corrente estética que surgia a concretizar as ambições de poder, luxo, pompa e teatralidade da nova doutrina, trata-se do Barroco, a arte cénica por excelência.

 

Surgem assim exuberantes igrejas revestidas de escultura – talha e imaginária – ourivesaria e pintura, que pela materialidade, movimento e dramatismo apelavam à sensibilidade através do sentido da visão, impressionando os fiéis que deste modo se capacitavam da sua pequenez e falibilidade perante a grandiosidade divina. Os púlpitos, pelo seu tamanho e exposição e pelo papel espiritual, concretizaram estes valores com resultados espetaculares, tornando-se presença obrigatória nas igrejas dos séculos XVII e XVIII.

 

Os púlpitos indo-portugueses


O púlpito é pois uma peça de mobiliário litúrgico destinado à prática do sermão; o oficiante, colocado num plano elevado, elevava a sua voz projetada com ajuda do guarda-voz – uma estrutura tipo concha que coroa a composição. A colocação é a meio da nave da igreja, geralmente do lado da Epístola (esquerdo) podendo também surgir do lado do Evangelho (à direita), ou em ambos. O púlpito teve a sua origem no ambão das igrejas da Idade Média; nestas tribunas faziam-se as leituras sagradas e proclamava-se o salmo responsorial. A palavra é de origem grega, significando ‘lugar para onde se sobe’. A função do ambão foi sendo transposta para a capela-mor e hoje em dia as leituras fazem-se todas, numa estante ao lado do altar-mor.

 

No caso específico da região de Goa, os púlpitos ainda hoje existentes são em grande número, e, na maioria, são de morfologia indo-portuguesa. Os modelos vieram da metrópole de onde vieram alguns exemplares e também artistas, mas o número de encomendas ao reino bem como a produção local por artistas reinóis, não tiveram capacidade de resposta, pelo que se recorreu progressivamente a mão de obra e materiais locais. O emprego de artistas hindus era proibido por lei; estes, para poderem executar obras de cariz sacro tinham que se converter à fé católica, batizando-se. Tal facto não seria cumprido na maior parte das obras; esses artistas, inspirados pela sua tradição, pelas obras vindas do reino e pelas gravuras europeias que circulavam, produziram obras de carácter único. Pode-se assim falar de um modelo de púlpito goês que resulta da fusão dos léxicos decorativos europeu e oriental; formalmente, a profusão decorativa é de influência mogol, dá-se a assimilação de motivos mitológicos e da flora locais (como é o caso do púlpito em análise), a estilização das formas, a figuração (animal e humana) frontalizada e bem modelada, a interpretação algo ingénua dos elementos europeus tanto formais como iconográficos e a óbvia utilização dos materiais e policromia locais.

 

Descrição formal


De acordo com a sua tipologia, o púlpito da Casa-Museu está incompleto; a peça existente é o balcão, varanda ou caixa, faltando o espaldar (de onde se abriria a porta do pregador pois não existe escada de acesso exterior) e o guarda-voz ou baldaquino.

 

A caixa é elaborada em madeira local – teca, sendo totalmente entalhada e policromada. A policromia vincadamente oriental, mantém-se a original, sendo que os vermelhos, verdes e amarelos provenientes de pigmentos vegetais, no dão a leitura do rico cromatismo indiano.

 

 

O corpo da varanda é poligonal, sendo composto por cinco espelhos, divididos por seis conjuntos de colunas salomónicas, estas, muito utilizadas na talha de expressão barroca, apresentam o característico movimento torcido com enrolamentos vegetalistas. A decoração dos intercolúnios que cobre inteiramente o espaço num ‘horror vacui’ característico da época barroca e da estética hindu, é fitomórfica, sendo os motivos vegetalistas, entalhados em baixo relevo, entrelaçados de folhas de acanto e flores de lótus estilizadas, organizando-se simetricamente e em espelho, bem ao gosto decorativo oriental.

 

 

Na base em forma de saco, o esquema decorativo repete-se, à exceção da separação dos espelhos, onde surgem, em médio relevo, seis figuras meio mulher, meio peixe, as naginas, desempenhando a função de atlantes.

 

O cuidado decorativo da composição, ainda que algo grosseiro, concentra-se nas figuras das deusas indianas; os rostos são todos diferentes, os cabelos, olhos, pestanas, sobrancelhas, lábios e bochechas são bem marcados e as figuras estão adornadas com um saiote de folhagem, brincos e pulseiras bem como com curiosos colares ervados em triângulo e coroas de lótus.

 

Pode-se considerar este púlpito uma peça não erudita devido à simplicidade da gramática decorativa, à interpretação incipiente dos elementos vegetalistas e das figurações, à ausência de motivos iconográficos religiosos e do característico recobrimento a ouro, não deixando porém de ser uma peça impressionante pelos valores escultóricos e cromáticos.

 

A produção do púlpito é seguramente da mão de um artista hindu, a denúncia deste cariz orientalizante, caracterizadora de uma tipologia de púlpitos goeses, é dada pelo tipo de trabalho tradicional da talha – em geral de relevo baixo – pela utilização da moldura exterior, pelo seccionamento das faces, pela decoração vegetalista muito concentrada e estilizada, simétrica e afrontada e pela utilização das naginas, também elas afrontadas.

 

 

Pelas características formais e decorativas, e por confronto com outras obras de características congéneres, verifica-se a contaminação das formas movimentadas barrocas (colunas), tendo já sido ultrapassados os elementos maneiristas, mais depurados, que caracterizaram as peças europeias e as de artistas reinóis do início do período de conquista, atribuindo-se esta peça ao período estilístico do Barroco, situando-se possivelmente a sua produção em finais do século XVII ou inícios do XVIII.

 

Descrição iconográfica

Os motivos vegetalistas representados no púlpito são o acanto e a flor de lótus, suportados pelas típicas albarradas da azulejaria portuguesa. O acanto é uma planta de origem mediterrânica, representada na arte desde tempos remotos, nomeadamente na arte clássica grega, a flor de lótus é uma planta aquática, de origem asiática venerada pelos povos orientais sendo muito ligada a Vishnu (de quem é atributo) e a Buda. A flor cresce na escuridão das águas lamacentas, florindo à superfície, pelo que é utilizada na iconografia hindu como símbolo de purificação, compaixão e conhecimento.

 

A utilização dos dois tipos de gramáticas decorativas de origens religiosas diferentes, poderá significar a aproximação entre princípios católicos e a espiritualidade hindu, no que respeita a princípios comuns como a busca da pureza, da regeneração e da salvação pessoal. 
O naga e a nagini (nagi ou nagina na grafia portuguesa), são figuras secundárias do panteão pagão hindu que habitam as águas e se relacionam com os deuses, nomeadamente Vishnu – o deus maior do hinduísmo -, que dorme sobre um naga. Representam-se como cobras capelo ou na forma de figuras híbridas, com rosto e torso de homem ou mulher, adornados com joias e elementos vegetalistas evocadores do seu habitat natural; a água, e com caudas de serpente, sendo representados na arte indiana em pares com as caudas entrelaçadas ou isolados.

 

 

Outra das funções dos nagas, é serem guardiões das entradas de santuários hindus e budistas pelo que se pode explicar o aparecimento deste elemento na arte religiosa católica, por assimilação, como símbolo de proteção, neste caso, do local onde se proclama a palavra divina. Estes hibridismos artísticos terão também funcionado como um instrumento pedagógico, pois resultavam na aproximação dos gentios através de um ambiente cénico, já que a barreira da linguagem, seria um impedimento, na maior parte dos casos. Traduzem uma certa tolerância da Igreja (pelo menos local), necessária neste contexto de criação de novas comunidades.
Na versão miscigenada com a arte europeia, a nagina (mais utilizada que o naga), surge ‘europeizada’, tendo braços e cauda de peixe (como no caso do púlpito), à laia das sereias ocidentais, talvez pela carga negativa que a serpente tem no Ocidente, e cumprindo funções de atlantes (como no púlpito) ou cariátides. Estes e outros elementos, de cariz mais ou menos miscigenado, foram muito caros à decoração indo-portuguesa, podendo ser encontrados em exemplares de mobiliário, talha, têxteis e ourivesaria. Tendo sido identificados nos inventários portugueses como sereias, foi nos anos 60 que foram corretamente identificados por M. Cagigal e Silva.

 

A convivência de formas na arte indo-portuguesa

A presença portuguesa na Índia, teve grandes repercussões sociais, económicas, políticas, religiosas e artísticas. A nível artístico, o diálogo civilizacional estabelecido traduz-se na curiosa convivência de formas artísticas que carregam em si diferentes culturas e estéticas, pelo que se fala de arte indo-portuguesa como um sincretismo de proveniências.
Assim como houve uma assimilação e fusão da estética europeia com os conceitos estéticos locais, fez-se também um caminho de retorno (torna-viagem) muito interessante, que influenciou o evoluir das formas decorativas europeias, num processo de interpenetração cultural, sem cujo estudo, não fica completo o entendimento da miscigenação cultural que permitiu a criação de obras de arte únicas como o púlpito da Casa-Museu.

 

Exposições temporárias:
Em 1992 o púlpito foi emprestado para a exposição temporária: DE GOA A LISBOA, realizada no âmbito do Festival Europália 91, em Bruxelas, entre 24 de setembro e 15 de dezembro de 1991. A peça foi capa de catálogo.

 

Proveniência


O púlpito foi adquirido no 6º Salão de Antiguidades de Lisboa em Abril de 1972, ao antiquário António Costa, Rua do Alecrim, 76, Lisboa.

 

A peça será proveniente de uma igreja do território indiano, muito provavelmente da região de Goa onde se conhecem diversos exemplares de similar tipologia. Desconhece-se em que circunstâncias o púlpito apareceu no mercado de arte europeu, levantando-se a hipótese de ter pertencido a uma das muitas igrejas da cidade de Goa (hoje Velha Goa), que, após o seu abandono em meados do século XIX, foram votadas ao abandono, transformadas ou destruídas, tendo os seus recheios sofridos vicissitudes como a deterioração, a mutilação ou mesmo a transação ilícita.

 

De todos os púlpitos referenciados nas obras estudadas, o da Casa-Museu é estilisticamente muito semelhante a um existente na Igreja do Espírito Santo em Margão, reproduzido na obra de Carlos Azevedo (1970, estampa 18), o que levou Medeiros e Almeida a ter assinalado a referida página desta obra com uma nota dizendo: “Este púlpito pertence à Fundação”. Tal não se demonstrou ser verdade.

Igreja do Espírito Santo, Margão, Goa

Em 2016 a Casa-Museu foi contacta da pela investigadora do CHAIA-UÉ e bolseira de investigação da Fundação Oriente, Doutora Mónica Esteves Reis, cuja investigação no âmbito do seu doutoramento; “De Portugal para a Índia. O percurso da arte retabular na antiga província do Norte em Goa: inventário artístico do retábulo no Taluka de Tiswadi”, a levou a descobrir as partes restantes da bacia do púlpito da coleção, ainda in situ, na Capela de Nossa Senhora do Monte em Velha Goa (Ella-Tiswadi), Estado de Goa.

 

Situada no alto da colina oposta ao Monte Santo, sobranceira ao rio Mandovi, reza a história que a capela seiscentista foi mandada erguer por D. Afonso de Albuquerque, por volta de 1510. Após ter sido votado ao abandono, o espaço sofreu uma intervenção de restauro por parte da Fundação Oriente, iniciada em 1999.

 

Veja aqui a Capela:
http://www.hpip.org/def/pt/Homepage/Obra?a=625

 

NOTA: A Casa-Museu agradece a generosidade científica da Doutora Mónica Esteves Reis que partilhou com a instituição factos de grande mais valia para o inventário.

http://www.foriente.pt/87/capela-seiscentista-renasce-em-goa.htm#.WHd6GVWLSpp

 

Maria de Lima Mayer

Casa-Museu Medeiros e Almeida

 

Referências Bibliográficas:


AZEVEDO, Carlos de, A Arte de Goa, Damão e Diu, Comissão Executiva do V Centenário do Nascimento de Vasco da Gama 1469/1969, Lisboa, Neogravura, Lda.,1970

BETHENCOURT, Francisco, CHAUDHURI, Kirti (dir.), História da Expansão Portuguesa, Lisboa, Círculo de Leitores, 1998

CARITA, Helder, Arquitectura Indo-Portuguesa na Região de Cochim e Kerala, Lisboa, Transbooks.com, 2008

DESPHANDE, S. C., e SANDHYA Savant; Restoration of Capela da Nossa Senhora do Monte — Old Goa, Historical Constructions, 2001

DIAS, Pedro, História da Arte Portuguesa no Mundo (1415-1822) O Espaço do Índico, Lisboa, Círculo de Leitores e Autor, 1998

FRIAS, Hilda Moreira de, Goa A Arte dos Púlpitos, Lisboa, Livros Horizonte, 2006

LAMEIRA, Francisco, REIS, Mónica Esteves; Retábulos no Estado de Goa, Faro: Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve, 2016

MECO, José; A talha indo-portuguesa in: Actas do 2º Colóquio de Artes Decorativas e a Expansão Portuguesa – Imaginário e Viagem, 2010

PEREIRA, A. B. de Bragança; As Capitais da India Portuguesa, in: separata de O Oriente Português, Nova Goa, 1932

PEREIRA, A. B. de Bragança; Templos levantados em Goa por Afonso de Albuquerque, in: separata de O Oriente Português, Bastorá, 1939

PINTO, Maria Helena Mendes, Museu de Arte Sacra Indo-Portuguesa de Rachol, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian – Serviço Internacional, 2003

TELLES, R. M.; Igrejas, Conventos e Capelas na Velha Cidade de Goa, in: O Oriente Português, 1. Bastorá, dezembro, 1931

 

Catálogos de exposições:


AAVV, Os Construtores do Oriente Português, PEREIRA, Fernando António Batista, Arquitectura “Chã” e Ornamentação Interior nas Igrejas Portuguesas e do Oriente (Sécs. XVII-XVIII), Porto, Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1998

AAVV, Novos Mundos – Neue Welten, Portugal und das Zeitalter der Entdeckungen, Deutsches Historisches Museum, Berlin e Dresden, Autoren Sandstein Verlag, 2007

AAVV, Encompassing the Globe – Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII, Lisboa, Ministério da Cultura, Instituto Português de Museus, 2009

AFONSO, Simonetta Luz, SOUSA, Vicente Borges de, DESROCHES, Jean Paul, D’INTTINO, Raffaella, PINTO DE MATOS, Maria Antónia, MENDES PINTO, Maria Helena, Do Tejo aos Mares da China, Paris, Éditions de la Réunion des Musées Nationaux, 1992

LEITE, Maria Fernanda Passos, MOTA, Maria Manuela, PINTO, Maria Helena Mendes, SANTOS, Eduardo, Cumpriu-se o Mar, A Arte e a Missionação na Rota do Oriente, XVII Exposição Europeia de Arte Ciência e Cultura, Núcleo do Mosteiro de Santa Maria dos Jerónimos, Jerónimos II, Lisboa, Presidência do Conselho de Ministros, 1983

MENDES PINTO, Maria Helena, SAKAMOTO, Mitsuru, BASSANI, Ezio, Via Orientalis, Europalia 1991, Bruxelles, Fondation Europalia International, 1991

MENDES PINTO, Maria Helena, OLIVEIRA E COSTA, João Paulo, MACEDO, Jorge Borges de, De Goa a Lisboa – A Arte Indo Portuguesa dos Séculos XVI a XVIII, Lisboa, Instituto Português de Museus, 1992

 

Publicações periódicas:


AAVV, revista OCEANOS, nºs 19-20, Setembro/Dezembro, Lisboa, Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1994

AAVV, revista OCEANOS, nº 33, Janeiro/Março, VILLIERS, John, Vasco da Gama, o Preste João das Índias e os Cristãos de S. Tomé, Lisboa, Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1998

CHICÓ, Mário Tavares, Gilt Carved-work Retables of the Churches of Portuguese India, The Connoisseur, Vol. CXXXVII, nº 551, Londres, Fev.1956 (versão portuguesa: Separata Belas Artes, Volume 7, Lisboa, 1954)

 

Webgrafia:
Página eletrónica Património de Influência Portuguesa / Fundação Calouste Gulbenkian: http://www.hpip.org/def/pt/Homepage
Página electrónica da Fundação Oriente: http://www.foriente.pt/87/capela-seiscentista-renasce-em-goa.htm#.WHd6GVWLSpp

Artista

Ano

1710-1759

País

Goa, Índia

Materiais

Teca policromada


Dimensões


Alt. 260 cm x Larg. 210 cm x Prof. 100 cm 50 cm


Categoria
Destaque